Indústria 4.0

Oportunidade de negócio: alimentos frescos minimamente processados

Nos últimos anos, os consumidores passaram a se preocupar mais com a escolha dos alimentos. Frutas, legumes e verduras (FLV) despontaram entre as alternativas mais procuradas para compor a mesa do consumidor, principalmente porque os FLV são associados ao apelo à saúde e um corpo saudável.

A variedade desses comestíveis existentes no mercado é bastante ampla, podendo gerar para o comércio diversos produtos tanto em nível industrial quanto artesanal.

Com o aumento do consumo de FLVs, surge a preocupação por mais qualidade e garantia da segurança dos consumidores, visto que são alimentos provenientes do campo e que passam por diversas etapas desde sua produção até seu consumo. A qualidade e a segurança são exigências do mercado consumidor, sendo importante assegurar esses fatores em toda a cadeia produtiva.

Indústria 4.0 e os FLVs

Dentre os segmentos de produtos derivados de frutas, legumes e verduras, destacam-se aqueles minimamente processados (cortados) – que se encaixam em um novo formato de indústria conhecido como Indústria 4.0. Eles são definidos como alimentos frescos, cujos tecidos são de células vivas, sendo essa característica uma condição para assegurar o frescor dos alimentos.

Os produtos minimamente processados têm sido desenvolvidos para o mercado internacional e para vendas no varejo em supermercados e lojas de conveniência. São produtos vivos e que necessitam de procedimentos que garantam a qualidade e a segurança, de forma que sejam mantidas suas características nutricionais e sensoriais e que não eles não apresentem riscos à saúde do consumidor. Além disso, há um maior aproveitamento desses alimentos, gerando menos desperdícios e rejeitos.

Um produto minimamente processado passa por etapas como: lavagem, seleção, descasque, corte e sanificação, embalagem, armazenamento e refrigeração. Dessa forma, o produto se apresenta limpo, higienizado, desprovido de partes com danos mecânicos ou biológicos e embalado de modo a facilitar o consumo, poupando, portanto, o consumidor de executar uma série de procedimentos, caso viesse a adquirir o produto em seu estado primário.

O grande apelo comercial da indústria 4.0 com os FLVs minimamente processados decorre exatamente desta facilidade e de sua praticidade de consumo. O cliente pode adquirir o produto e consumi-lo imediatamente ao chegar em sua residência, poupando seu tempo e permitindo uma alimentação saudável, mesmo na correria do dia a dia.

De modo geral, os vegetais minimamente processados, ou as saladas prontas para consumo, têm tido crescente aceitação dos consumidores, particularmente nos grandes centros urbanos, por atender adequadamente aos requisitos contemporâneos de alimentação saudável, com praticidade e segurança alimentar.

Por tudo isso, o segmento de alimentos minimamente processados, em que os produtos são higienizados e cortados antes de chegarem ao consumidor, tem crescido como um todo e se diversificado na Indústria 4.0.

Diego Zalla da NHS Máquinas – empresa que vende máquinas para limpeza de FLVs minimamente processados – explica que, quando as etapas de processamento do produto são realizadas corretamente, a Indústria 4.0 agrega valor ao produto, por exemplo: “se eu compro, hoje, um pé de alface in natura que custa R$ 4.50, ainda vou ter que, no mínimo, lavá-lo quando for utilizá-lo. Além disso, a probabilidade de eu aproveitar 100% do pé é praticamente nula. Já uma alface minimamente processada custa R$ 8.00, por exemplo, mas é só eu abrir a embalagem e consumi-la, tendo a garantia de que posso comer 100% do produto sem me preocupar. Assim, economizei tempo, água e até energia elétrica, enquanto a indústria agregou valor ao seu produto”, resume.

Zalla também relata que tudo que estraga em um supermercado, por exemplo, retorna para o produtor. “O mercado não tem prejuízo, quem tem é a indústria, o produtor, mas com um FLV minimamente processado, esse prejuízo é menor, pois os produtos duram mais do que in natura”, garante. Para ele, outro ponto importante é que os alimentos minimamente processados não precisam ser vendidos apenas no varejo, sendo, também, possível fornecê-los para hotéis e restaurantes.

Quer saber mais sobre alimentos frescos minimamente processados e de oportunidades da Indústria 4.0? Continue acompanhando nosso canal de conteúdo.

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