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Gestão

Como promover redução de custos na indústria de alimentos

A redução de custos na indústria de alimentos e bebidas se faz cada vez mais necessária para crescer com competitividade. Afinal, gerar economia para o negócio é fundamental para potencializar os resultados com a mesma fonte.

Além disso, este é um tema de grande importância para os negócios que não passam por uma boa situação financeira – uma vez que é preciso enxugar gastos, mas sem comprometer a qualidade ou a agilidade da produção.

Como realizar essa tarefa de forma estratégica, para não comprometer o crescimento?

1. Inovar é sinônimo de redução de custos na indústria de alimentos e bebidas

“Existe uma necessidade constante de corte de custos, não só como forma de preservar as margens do negócio no curto e longo prazo, mas também para ampliar a disponibilidade de recursos que precisam ser continuamente aplicados à pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, tecnologias, materiais e técnicas de produção”, ressalta, Sergio Queiroz, especialista em finanças.

Isso significa que a redução de custos na indústria de alimentos e bebidas não deve ser limitada apenas às empresas que passam por más situações financeiras. Com as movimentações do mercado e o poder nas mãos dos consumidores, ficar acomodado pode custar a vida do negócio ao longo prazo. 

De acordo com o especialista, a indústria precisa ser capaz de agregar qualidade e novas características aos produtos em prazos cada vez menores. Afinal, o mercado está muito dinâmico e não é mais possível contar com processos longos de adaptação.

“A indústria alimentícia vem tendo uma forte influência do consumo consciente e da demanda por características funcionais dos alimentos. Em paralelo, a produção de produtos artesanais, orgânicos, com distribuição mais localizada intensifica a concorrência e exige eficiência (velocidade dos processos, qualidade e disponibilidade dos produtos). Isto exige de qualquer empresa investimento constante e desenvolvimento de novos produtos.



2. Realizar adaptações ao longo do prazo de maturação de novos produtos

Queiroz ainda chama atenção para o fato de que é preciso ter recursos para investir ao longo da maturação do novo produto no mercado. Afinal, o tempo para que o item comece a trazer lucro pode ser demorado: “durante este período, a empresa precisa ter recursos para investir em marketing, garantir o fornecimento e honrar outros custos decorrentes de sua produção”.

Por isso, redução de gastos também deve contemplar esse tipo de iniciativa. Caso contrário, haverá um grande esforço em inovar, mas a empresa pode se ver obrigada a desistir antes que o produto faça a sua curva de crescimento no mercado. Como resultado, todos os esforços serão em vão, aumentando os custos sem trazer nenhum retorno.

3 – Corte de custos além das matérias-primas

A matéria-prima utilizada no processo é commodity e tem seu preço ditado pelo mercado. Isto cria um grau de incerteza em que a empresa precisa ter recursos para arcar com eventuais flutuações do preço da matéria-prima e até para investir no desenvolvimento de novas matérias-primas.

Por isso, Queiroz recomenda cortar outros custos de forma contínua. Dessa forma, é possível manter a competitividade e a boa saúde financeira, sem prejudicar a margem do negócio.

4 – Diferenciar despesas necessárias das desnecessárias

“É preciso diferenciar as despesas necessárias das desnecessárias. Este é um desafio constante, diretamente ligado aos processos internos, ou seja, cada etapa de cada processo precisa ser continuamente avaliada com relação ao valor que agrega ao produto. Caso não agregue valor, é preciso eliminá-la ou modificá-la“, recomenda Queiroz.

Para o especialista, quando a despesa não é necessária, é preciso implementar mensurações e assegurar o fluxo de informações para as funções gerenciais. Com isso, é possível identificar flutuações de gastos e atuar o mais rápido possível na solução.

Estas flutuações podem ter origem no preço ou no volume consumido de cada componente do processo produtivo.  Quando uma matéria-prima sobe de preço, por exemplo, e não é possível negociar, deve-se voltar os olhares para o consumo interno e evitar desperdícios. E isso pode ser feito padronizando e avaliando o consumo.

“Avaliações históricas e entre unidades permitem identificar patamares mais eficientes de consumo, através da análise de lacuna: a diferença entre o melhor patamar de consumo e o patamar médio atual, permitindo identificar quanto a empresa poderia reduzir em determinado consumo a partir da adoção de práticas mais eficientes. Isto pode ser feito tanto com as matérias-primas utilizadas pela empresa, quanto com gastos como luz (kWh), água (m3), papel (quantidade consumida), dentre outros”, explica o especialista. 


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5 – Envolver pessoas de disciplinas diferentes

A redução de custos na indústria de alimentos e bebidas acontece por meio do envolvimento de diferentes áreas da empresa, como produção, compras, qualidade, entre outros.

Com isso, fica mais fácil de avaliar onde estão os gargalos e cortar despesas sem impactar negativamente na qualidade do produto. Afinal, esse tipo de corte evita modificar as características do produto, que são responsáveis por sua qualidade ou diferenciais.

6 – Parta da análise 80/20

O melhor ponto de partida para cortar custos é a análise 80/20, que emprega o princípio de Pareto: 80% dos efeitos têm origem em 20% das causas. Aplicado aos gastos, sugere que 80% dos gastos estão concentrados em 20% das contas. Este princípio se mostra forte em qualquer situação e, na estrutura de gastos da empresa, identifica quais gastos mais impactam o resultado: matéria-prima, luz, aluguel, transporte, dentre outros.

Para tanto, é preciso identificar onde estão os 80% dos gastos, usando o mesmo princípio. Assim, é possível saber quais as matérias-primas, por exemplo, influenciam mais no gasto total. 

“É pelos gastos mais relevantes, aqueles que respondem por 80% do gasto total da empresa, que se deve começar a cortar custos. Começar por gastos que não estejam dentro dos 80% vai exigir esforços significativos e gerar resultados pouco impactantes no todo”, orienta Queiroz.

Para tanto, é fundamental que os gestores tenham acesso a dados em tempo real. Assim, as decisões são tomadas de forma certeira e evitam-se prejuízos na qualidade dos produtos com a redução de custos na indústria de alimentos e bebidas.

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