Indústria 4.0, Inovação

O impacto das foodtechs na indústria

Você já ouviu falar nas foodtechs? Com uma perspectiva praticamente inatingível para os próximos anos na produção de alimentos que seja suficiente para toda a população, esse novo tipo de empresa ganha cada vez mais força.

No Brasil, de acordo com dados da consultoria Builders, já são mais de 53 foodtechs espalhadas por diferentes regiões. E, nos Estados Unidos, esses negócios já receberam US$ 6,5 bilhões de investimentos com uma perspectiva de triplicar o valor nos próximos 2 anos.

Quer entender melhor qual o papel das foodtechs nos próximos anos e por que a sua importância está cada vez maior? Então, não deixe de ler o nosso artigo!

Entenda o que são as foodtechs

As foodtechs são start-ups que estão desenvolvendo novos negócios e trazendo inovações para o setor de alimentos e bebidas. A partir das tecnologias, essas empresas atuam desde o momento que o produto deixa o produto até a mesa do consumidor.

“A lógica na qual esses negócios são criados difere muito da natureza das indústrias tradicionais do setor, portanto, elas representam uma grande capacidade de inovação, crescimento e disrupção do mercado“, diz Kelly, Head de desenvolvimento da iniciativa de Corporate Venture da BRF.

Para Augusto Terra, fundador e diretor de novos negócios FoodVentures, as foodtechs estão transformando a forma como produzimos, distribuímos, vendemos e consumimos alimentos e bebidas.

Qual o papel que elas desempenham

Assim como em todos os mercados, as empresas de alimentos e bebidas precisam se reinventar para atender aos novos hábitos de consumo e de exigências da sociedade. Isso significa que uma revolução também nesse setor já está acontecendo.

Encontrar novas dinâmicas de trabalho e desenvolver um olhar além dos processos atuais vai fazer toda a diferença, nesse cenário, para manter a competitividade no mercado.

As foodtechs têm atuado de diferentes maneiras, no entanto, já é constante atitudes que vão “desde a simples aproximação das grandes e médias indústrias para entender melhor a lógica das start-ups e as soluções que elas vêm desenvolvendo, passando por parcerias entre ambas para a realização de projetos de desenvolvimento conjunto e, claro, a efetiva aquisição dessas novas empresas por indústrias já estabelecidas como forma de inovar rapidamente nos seus negócios”, diz Kelly.

A profissional ainda cita as iniciativas de empresas como Nestlé, BRF, Ambev, Jasmine e Coca-Cola, entre muitas outras, que têm estabelecido programas para trabalhar com foodstartups.

Augusto Terra também ressalta a atuação das foodtechs em conjunto com outras instituições, como centros de pesquisa e universidades, investidores e outras start-ups. “A indústria cria espaço e apoia as inovações, os investidores acreditam e fomentam o desenvolvimento de ideias e as demais start-ups apoiam o ecossistema para que as inovações aconteçam.

As mudanças trazidas pelas foodtechs

É importante ressaltar que, apesar da abordagem inovadora, as foodtechs podem atuar com diferentes focos e metodologias. 

“Algumas visam mudar a forma como alimentamos o mundo hoje e quebrar alguns paradigmas e culturas criadas nos últimos anos, como exemplo de carnes de laboratório e formas da comida chegar a mesa do consumidor”, esclarece Terra.

No entanto, a grande maioria das foodtechs têm em comum a busca pela maior qualidade de vida e pela sustentabilidade. Dessa forma, é possível alimentar as pessoas de forma saudável, mas sem degradar tanto o meio ambiente.

Para Kelly, a grande mudança trazida pelas foodtechs está na forma acelerada como elas trabalham. “São capazes de criar, testar, aprender e ajustar as soluções e o seu modelo de negócio muito ágil – velocidade essa que grandes e médias indústrias não conseguem ter diante de suas complexas estruturas. E a própria flexibilidade de poder experimentar, errar e ajustar, situações de risco que muitas vezes são evitadas pelas indústrias tradicionais”.

De forma geral, as foodtechs realmente estão trazendo grandes benefícios, além de maior agilidade e possibilidade de conexão com as etapas produtivas e consumidores para o mercado de alimentos e bebidas. E, com a chegada cada vez mais presente da Indústria 4.0, essa é uma mudança que se faz altamente necessária para o desenvolvimento do setor e competitividade das empresas!

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